segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Desamparada
Simples com o olhar e palavras. Procura ser eufêmica em qualquer detalhe. Mas nem sempre é assim. A garota, cansou de ser ignorada por aqueles que não a conhecem por dentro... Acham que ela usa as palavras, com arrogância e o silêncio contra ela mesma. O por que disso? aah, é fácil, falta de comunicação e um pouquinho da falta de conhecimento. Sem isso, as coisas complicam cada vez mais... Eles não a entendem, não entendem os seus sentimentos. Ela se senti só, cria o seu mundo, a sua fantasia e vive nele, para que ela possa se entender, sem ajuda dos outros.
Ana Carolina Araújo
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
O fim do começo
E mais uma vez a culpa é minha. Sempre colocando um ponto final em tudo que me incomoda, ou pelo menos acho que me incomoda. Às vezes fico com medo de me arrepender e sofrer, e quando isso acontece, eu dou uma pausa, em vez de um ponto final. Isso já virou costume toda vez que sinto que não sou capaz de seguir adiante com a minha escolha.
Magoei e também estou magoada. Sabia desde o começo as minhas consequências, e mesmo assim tentei, alcancei, rir, gostei, me envolvi, sonhei, duvidei, chorei, sofri, me confundi. E mesmo assim não me arrependi... Mas o meu olhar e o meu sorriso deixou de ser visto toda vez que ele está por perto. Não é raiva nem tolice minha, apenas medo de magoá-lo mais uma vez. Agora estou sozinha nessa. Não sei o que fazer. Não sei o que será melhor pra mim.
É como se eu estivesse em um buraco obscuro. E toda vez que tento sair dele, me machuco, e cada vez que tento é pior. O que me trouxe a esse lugar tão distante, foi o fim de uma nova fase. O fim daqueles momentos e palavras... E o mais irônico disso tudo, é que eu mesma me puxei para esse buraco...a culpa é minha.
Ana Carolina Araújo
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Morta-Viva
Não aguento mais ter que te substituir por meros pensamentos e lembranças. Não quero que você seja intocável e indiscutível. Nas poucas vezes você parece está tão próximo a mim, mas ao mesmo tempo tão longe, principalmente quando eu necessito de você.
Por favor, me abrace, mas que seja um abraço sincero, que mostre o quanto eu significo para você. Por favor, fale comigo, responda as minhas perguntas. Não sei o que fazer. Não sei mais o que é o certo ou o errado sem os seus conselhos. Será que é pedir demais você aqui comigo?
Não foi fácil te ver partir. Dói muito. É muito perverso. Mas mesmo assim continuei caminhando. Até pensei na oportunidade de fazer minhas ''malas'' e simplesmente dar adeus para os que ficaram e simplesmente partir, assim como você partiu.
Fiz mil loucuras. No meu ciclo fiquei conhecida como morta- viva. Para mim tudo tinha acabado. Até mesmo a vida. Só estava esperando o fim de ela chegar.
Sua voz distante me fez perceber que tudo era tolice e burrice. Que eu estava errada. Que o meu modo de pensar e ser (‘’primeiro eu, segundo eu e terceiro eu’’) estava errado. Esse meu jeito só me fez ser uma pessoa extremamente egoísta. Só queria saber de mim, o resto que se virasse. Foi aí que eu percebi que se continuasse com as loucuras, eu iria machucar mais ainda aquelas que eram para ser protegidas por mim. Coloquei então um ponto final nessa historia de ser morta-viva e decidir querer ser apenas um para mim. A viva.
Não foi fácil te ver partir. Dói muito. É muito perverso. Mas mesmo assim continuei caminhando. Até pensei na oportunidade de fazer minhas ''malas'' e simplesmente dar adeus para os que ficaram e simplesmente partir, assim como você partiu.
Fiz mil loucuras. No meu ciclo fiquei conhecida como morta- viva. Para mim tudo tinha acabado. Até mesmo a vida. Só estava esperando o fim de ela chegar.
Sua voz distante me fez perceber que tudo era tolice e burrice. Que eu estava errada. Que o meu modo de pensar e ser (‘’primeiro eu, segundo eu e terceiro eu’’) estava errado. Esse meu jeito só me fez ser uma pessoa extremamente egoísta. Só queria saber de mim, o resto que se virasse. Foi aí que eu percebi que se continuasse com as loucuras, eu iria machucar mais ainda aquelas que eram para ser protegidas por mim. Coloquei então um ponto final nessa historia de ser morta-viva e decidir querer ser apenas um para mim. A viva.
Ana Carolina Araújo
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Mudanças
Era tarde demais quando me dei conta de que você havia partido. Olho o porta-retrato que me deixou estampado na parede da sala. Aprofundo o meu pensamento. Trago lembranças que na foto o tempo parou.
Você me disse que a vida é passageira, que é feita de altos e baixos. Me provou que ela nos machuca muito, porém nos deixa cada vez mais forte para encara-lá do jeito que ela é: complicada, porém muito bonita.
Então, qual é o porquê desse desespero de mudar tudo de novo, voltar no tempo? Qual o motivo dessa mudança tão repentina?
Me desconcentro do pensamento. Olho a minha volta e não te vejo. A casa já não é a mesma sem você. Agora é aquele silêncio, sem ouvir tua voz e aquele vazio, sem sentir você perto de mim, me confortando com suas palavras e com o seu amor.
O silêncio. O vazio . A saudade. É... Talvez seja isso que está me fazendo querer voltar no tempo. Mas apesar de dolorosa, a mudança repentina me ensinou a valorizar todos, que hoje, ainda estão comigo.
Ana Carolina Araújo
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Borboletas
As mãos daquele velho rapaz envolviam- a pela cintura dando pequenos passos ao ritmo do som. A garota se sentia mágica e única. Ignorava todas aquelas pessoas que estavam ao seu redor observando aquele belo momento entre os dois. Ela sabia que poderia ser o último momento especial entre eles. Mas o que importava mesmo pra aquela jovem, naquele momento era que ele estava ali, na sua frente, no dia mais feliz da sua pequena amada.
O tempo foi passando e aos poucos a garota foi percebendo que estava perdendo-o. Daí ela se deu conta de que as transformações e desafios estavam surgindo. Mas para a jovem isso era passageiro.
Até que um dia a moça sentiu uma forte dor em seu peito e sua face molhada de lágrimas. E viu que aquilo não era passageiro. Era eterno.
Para ele, as quinze borboletas significavam uma nova etapa. A maturidade. Responsabilidade. E o inicio de muitos desafios. Para a garota apenas liberdade e o inicio de muitas transformações.
Até que um dia a moça sentiu uma forte dor em seu peito e sua face molhada de lágrimas. E viu que aquilo não era passageiro. Era eterno.
Para ele, as quinze borboletas significavam uma nova etapa. A maturidade. Responsabilidade. E o inicio de muitos desafios. Para a garota apenas liberdade e o inicio de muitas transformações.
Ana Carolina Araújo
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Interdito
Eles nos proíbem de fazer o que mais gostamos ou desejamos. Mas isso não é pelo fato de nos mostras que eles têm autoridade em suas residências ou pelo fato de revidar um erro cometido por nós mesmos.
Proibir? Porque isso? Não adianta. Vou fazer de qualquer jeito. Realmente, mesmo proibindo de tudo aquilo que queremos ter ou estar continuaremos fazendo. Já nos perguntamos o real motivo que os levam a fazer isso? Não. O fato é que os pais têm a ''principal'' função de nos proteger. Seja por um erro ou por uma decisão mal tomada. O fato é que eles não querem nos ver sofrendo por ter feito aquilo que não era pra ter feito. O fato é que eles não querem que a gente cometa um erro cometido por eles próprios.
Proibir? Porque isso? Não adianta. Vou fazer de qualquer jeito. Realmente, mesmo proibindo de tudo aquilo que queremos ter ou estar continuaremos fazendo. Já nos perguntamos o real motivo que os levam a fazer isso? Não. O fato é que os pais têm a ''principal'' função de nos proteger. Seja por um erro ou por uma decisão mal tomada. O fato é que eles não querem nos ver sofrendo por ter feito aquilo que não era pra ter feito. O fato é que eles não querem que a gente cometa um erro cometido por eles próprios.
Proibição de verdade pra mim é quando alguém diz que não quer agir da mesma forma que os seus pais, porque eles não te davam nada e te proibiam de tudo. O que esse alguém deve saber é que é proibido dizer que eles não te deram nada. Porque eles te deram tudo. E foi esse alguém que não deu valor.
Ana Carolina Araújo
domingo, 26 de junho de 2011
Vida
A vida e como um parque de diversão. Entre tantas aflições e medos, terminamos com um belo sorriso no rosto. No qual o objetivo é ser feliz, mas para alcançarmos esse objetivo teremos que enfrentar muitos obstáculos.
Ana Carolina Araújo
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